14.6.06

Manhã Submersa 2


Aula de Literatura Portuguesa, ontem à tarde. Visionamento do filme, Manhã Submersa (1980), de Lauro António, a partir do romance homónimo de Vergílio Ferreira. Como já acontecera em outra ocasiões, os rapazes e as raparigas dividem-se completamente na sala: elas para a esquerda, eles para a direita. O que diria o narrador, o António Santos Lopes, o Borralho, disto? O filme sublinha, de forma clara, a ideia da repressão da sexualidade dos jovens seminaristas. E, como seria de esperar, os jovens alunos de hoje, mesmo não (tão?) reprimidos, são muitíssimo sensíveis a este ponto do filme (também do romance, mas as imagens são, claro, mais imediatas que as palavras...). Cenas mais apreciadas? Três: pela sua dimensão dramática, a elipse final, da auto-mutilação do protagonista; e duas cenas de natureza sexual: o Dr. Alberto com Carolina, a criada, vistos de relance, pela porta entreaberta; e a cena entre a mesma Carolina e António, na cozinha, quando o rapaz espreita os seios da jovem mulher enquanto come a sopa. É então que ela pergunta, em jeito de troça "- Já te apetecia, não?". Sim, foi a frase mais repetida, por entre risos e gargalhadas, no átrio da escola, logo após a aula. Por eles e por elas. Nisto não houve separações, nem divisões para a esquerda e para a direita. Estavam todos misturados... E, pelos vistos, alguma coisa decoraram do romance...

1 comentário:

j disse...

Que bela viagem! Ainda bem que nos deste boleia.