21.3.07
20.3.07
Notas Para Uma Biografia Impossível 35
(com passagem pela linha do norte)
Notas Para Uma Biografia Impossível 34
Notas Para Uma Biografia Impossível 33
- Isso significa que estou no bom caminho?
Notas Para Uma Biografia Impossível 31
Airborne
Gosto do vento. Desta mão invisível que me empurra pela rua e arrasta pequenas partículas de nada, sem razão (ou talvez baralhe sementeiras – razão suficiente para gostar). A dado passo, um assobio, um roçagar, um tesão atmosférico. O encontro do mistério com a matéria, num tubo de uma antena de televisão, num toldo de uma loja fechada para almoço. Plásticos bailarinos em acrobáticas coreografias, como naquele filme dentro do filme, lembras-te? Este desejo: ser invisível, no vento. Voar, outra vez. Ser ventoso e leve. Partir.
Notas Para Uma Biografia Impossível 30
- Já... mas não sei onde esconderam o jardim.
Notas Para Uma Biografia Impossível 29
- Contigo, comigo, com ele, com ela...
18.3.07
Regresso (lentamente)
Ahmet Rasim
Nefes, Mercan Dede, DoubleMoon, Istambul, 2006
Letra:
O livro está recheado de velhas fotografias, a preto e branco (os tons da cidade, segundo o autor). E para que servem elas, por exemplo, emolduradas sobre o piano mudo da casa da infância? Ou, dito de outra forma, pela voz de Pamuk: "if you plucked a special moment from life and frame it, were you defying death, decay and the passage of time, or were you submitting to them?".
Notas Para Uma Biografia Impossível 27
(Scorsese por Scorsese, organização de David Thompson e Ian Christie, tradução de Ana Paula Magalhães, Edições 70, colecção Arte & Comunicação, Lisboa, 1991)
17.3.07
3 andamentos e várias pontes
Manhã:
Ao pequeno-almoço, o avô conta histórias de velhas batalhas à neta, enquanto rabisca postais ilustrados.
Um café turco no terraço de Ludwig, com a cidade aos pés. “Freedom we find only if we are one with the heart in us”.
Smoke? Nargile de maçã. Os barcos nas nuvens. Mármara. O corpo cansado. Quantas peles tem uma cidade?
16.3.07
Notas Para Uma Biografia Impossível 25
- Ponte de encontro(s)...
- Vocês dois com as vossas manias de complicar: mesa de café!
Como o tempo passa
Um ano, noutra cidade. Brindo com raki, pode ser? Nos últimos meses, este tem sido um verdadeiro porto de abrigo. Obrigado pela cumplicidade, amigos. Até breve.
15.3.07
Notas Para Uma Biografia Impossível 23
Notas Para Uma Biografia Impossível 22
- E ainda tenho que esperar mais um ano.
Notas Para Uma Biografia Impossível 20
- Posso terminar o que estou a fazer? Obrigado.
Notas Para Uma Biografia Impossível 19
- Ena, hoje estás inspirado!
Notas Para Uma Biografia Impossível 18
- Muito gostas tu de te queixar! Não tens vergonha? E talento?
14.3.07
... com orgão de igreja em chamas como fundo ...
From dancing with the one I love
But my mind holds the key ...
Notas Para Uma Biografia Impossível 17
- É esse o teu problema: não aprendes com os erros!
Notas Para Uma Biografia Impossível 16
Notas Para Uma Biografia Impossível 14
- Claro! Mas isso também já foi dito por alguém.
Istambul em Lisboa
Yasemin vai passar o próximo fim-de-semana a Lisboa. Pede-me uma opinião sobre um bom local para ouvir o fado. “Mas não um daqueles sítios para turistas!”. Eles sabem que nós sabemos que eles sabem que nós sabemos...
13.3.07
Notas Para Uma Biografia Impossível 13
- Vi... mas a mim pareceu-me que a garrafa estava meio vazia.
Notas Para Uma Biografia Impossível 12
- ... sim, eu preencho-os.
Notas Para Uma Biografia Impossível 11
- Mais uma lei para eu não cumprir...
Notas Para Uma Biografia Impossível 10
Lisboa em Istambul
Passa o eléctrico vermelho na Istiklal Caddesi, enquanto o vendedor apregoa castanhas (quentes e boas?), colocando-as com cuidado, lado a lado, num tabuleiro. Passam duas ou três gaivotas. Passam mulheres bonitas. Passa tempo.
12.3.07
Notas Para Uma Biografia Impossível 8
- Bom, a verdade é que não escreveste ainda uma palavra e eu já sei o que vem a seguir!
Notas Para Uma Biografia Impossível 7
- Mas assim não vou ter desculpa para não te ler na íntegra!
Notas Para Uma Biografia Impossível 6
- Eu preferia Constantinopla!
Hermenêutica de uma canção 2
- Sim. No Neon Bible é a décima, e penúltima.
- No disco de 2003 tem uma duração de 6 minutos e 4 segundos.
- E neste, 5 minutos e quarenta e três segundos.
- Mas é a mesma canção!
- Não. Não é a mesma canção.
A Bíblia de Néon

"(...)
(...)"
John Kennedy Toole, A Bíblia de Néon, Tradução de Ana Barradas, Terramar, Lisboa, 1992, p. 49.
(John Kennedy Toole nasceu em Nova Orleães, em 1937; suicidou-se em 1969. Tinha 31 anos. Escreveu, para além de A Bíblia de Néon, o romance Uma Conspiração de Estúpidos, também editado pela Terramar.)
The Arcade Fire, Neon Bible 2007, Ocean Of Noise
Ontem foi, My body is a cage ... mais tarde a Neon Bible ... mas Ocean of Noise é MESMO fantástica! (até descobrir outra ...) esta (também) tem um não sei quê de Western ... um duelo em que alguém vai acabar por morder o pó ...
Notas Para Uma Biografia Impossível 5
- Mas, repara, neste caso, falar e fazer coincidem!
Notas Para Uma Biografia Impossível 4
- Tens razão. Mas, em contrapartida, tu devias levar-te um pouco mais a sério!
Notas Para Uma Biografia Impossível 3
- A quem o dizes!
Notas Para Uma Biografia Impossível 2
- Nem eu..."
Notas Para Uma Biografia Impossível
- Mas tinha de fazer?
11.3.07
Hermenêutica de uma canção
- O quê?
- Esse lugar onde os carros não vão. Onde é esse lugar?
- Ele diz: "Between the click of the light and the start of the dream".
- Isso é onde?
- Ele diz: aí.
... words...
I know a time is coming
All words will lose their meaning
(...)"
"Black Mirror", Neon Bible, Arcade Fire (2007)
Arcadas a arder!
10.3.07
Podia Ser Uma Arte Epistolar
Em silêncio, no coração da tarde azul, uma vespa agoniza sobre a laje morna. De regresso a casa - de partida. O musgo nos relógios rastejantes. Os braços, abandonados ao longo dos dias. O veneno da solidão a comprimir-me o peito, na tarde azul. Volta não volta, apetece-me dizer-te para regressares.
Boca de Cena
Polaroids
O sol quente nas pernas cruzadas, num banco de jardim primaveril. Uma caminhada alternativa.
9.3.07
Podia Ser uma Arte da Leitura
(Agora as palavras são formadas por letras que me fazem lembrar pequenos insectos esmagados contra as páginas... E os poemas!? Não os vêem? Pois parecem verdadeiros enxames!)
Podia Ser uma Arte da Vertigem
Escrever também para te contar isto: surgiram do sul, de repente. Um bando de pássaros brancos de gestos lentos (gaivotas?), lá bem no alto, reflectindo as luzes da cidade. Umas três dezenas de pares de asas, desenhando novas constelações sobre a ardósia sem nuvens onde brilham as poucas estrelas que o clarão urbano deixa ver (não, nenhuma estrela cadente...). Deram uma volta, suave, rumo a ocidente, deixando no vento esta breve alegria, como se fosse o filme perfeito para Os Nocturnos de Chopin, que Maria João Pires vai acariciando no piano. Dou por mim a sorrir, inebriado pela magia da música e dos pássaros.
8.3.07
dos filmes por imaginar
Podia Ser Ainda Outra Arte Poética
Podia Ser Uma Arte da Salvação
Podia Ser Outra Arte Poética
O Espelho
Eis uma ideia clara que apetece transportar pelo reflexo dos dias mas, às vezes, tudo o que o espelho nos devolve é uma imagem vaga.
7.3.07
6.3.07
Chapéus há muitos?
O Washington Post escreveu que The Bandwagon é um grupo composto pelos “três melhores músicos de jazz da geração sub-(Jason Moran and the Bandwagon, CCB, Lisboa, 6 de Março de 2007)
5.3.07
2.3.07
Um café e um poema
Cruzámos nossos olhos em alguma esquina
demos civicamente os bons dias:
chamar-nos-ão vais ver contemporâneos"
(Ruy Belo, "Aquele Grande Rio Eufrates",
Todos Os Poemas, Assírio e Alvim, 2004)
1.3.07
Elogio da Lentidão
(actual. a 2.3.07) Leio, por sugestão de uma amiga, a entrevista da escritora Nélida Piñon à 6ª do DN, da semana passada. “Gosto muito do sentimento da perda de tempo. É um luxo. É um luxo perder tempo. (…) É ganhar tempo de outra maneira.” É lamentável como, às vezes, demoramos tanto tempo a perceber isto.
Podia Ser uma Arte da Amizade
Podia Ser uma Arte do Desaparecimento
A política das partilhas
Como poderia discordar?



























